25 janeiro 2006

Uma aventura de fraldas

Ontem a minha filha teve a primeira diarreia. Há um mês foi obstipação, ontem foi o inverso. A princípio, quando me deparei com uma fralda imensa, não dei muita importância: «Se calhar foi do iogurte que ela comeu a meio da manhã!» Mas, quando ela teve uma segunda fralda ainda maior, que até sujou body, calças interiores e babygrow, isso preocupou-me.

«O que faço?», foi logo a primeira pergunta a surgir. Respirei fundo (claro que só o consegui fazer depois de tentar tudo por tudo para que a minha filha não tirasse a fralda, pusesse as mãos ou os pés, pegasse nos dodots e nas compressas de não-tecido. Mas ainda não tinha acontecido a cereja sobre o bolo: fralda suja no meio do chão e uma gata a tentar cheirá-la. ARGH!), deitei-a (ela estava acordada há três horas, nada normal para aquela altura do dia) e comecei a pensar.

Primeiro, telefonar aos pais e sogros (eles já tiveram bebés…). Segundo, o mundo maravilhoso da Internet (a grande enciclopédia). Por último, SMS para a médica com dados mais concretos (interromper um médico com dados básicos, não é uma boa estratégia. Descobri isso à minha custa!). Resultado, evitar produtos com lactose, muitos líquidos, papa de arroz e canja de galinha (sem gorduras nem sal) com cenoura.

Bem dito, bem feito. Fui fazer uma canja (coisa que nunca tinha feito. Telefonei à minha mãe…). Pouca água, muito arroz, uma cenoura? Não, não foi isso que me disseram… Mas foi o que fiz. De canja passou a um simples arroz de cenoura com frango cozido. Entretanto, chegou a minha mulher com a papa de arroz, a minha filha acordou, lanchou a custo (o que vale é que na farmácia disseram para pôr um pouco de açúcar na papa) e depois lá comeu o insípido arroz de cenoura com galinha ao jantar.

Até agora, ainda não fez nada. Dormiu bem à noite (o que não aconteceu ontem), acordou bem disposta (acorda sempre, é o que nos vale) e pronta para mais um dia de brincadeiras… Vou experimentar dar-lhe a comida normal, à excepção do iogurte, de tangerina e de pêra.

Digamos que ontem foi um dia diferente, mas que me serviu de aprendizagem. É como se costuma dizer: ser pai é um work in progress (aliás como tudo…).

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

O ser humano é um work in progress, se bem que há muitos retrocessos, mais nalgumas pessoas do que noutras.

Em caso de dúvida, usa uma mangueira. Limpa tudo.

27 janeiro, 2006 17:45  
Blogger Rui A. said...

obrigado pelo conselho. ainda não me tinha lembrado dessa.

em relação aos retrocessos... eu olho para eles como passos necessários. às vezes, um passo para trás significa o impulso para um salto para a frente. depende da maneira como observamos e como encaramos a situação.

abraço

29 janeiro, 2006 00:17  

Enviar um comentário

<< Home